A Netflix está pedindo novamente seu CPF e seu CEP.
E não, isso não tem nada a ver com cobrar por todos os amigos que você já deixou usar a sua senha.
Isso é Reforma Tributária na prática.
O Brasil está migrando para um modelo de tributação no destino.
Na prática, o tributo não será mais calculado apenas onde a empresa está, mas onde cada consumidor final se encontra.
Sem confirmar o seu CEP, a Netflix não consegue aplicar a alíquota correta de IBS e CBS.
Sem essa informação, também não consegue operacionalizar o sistema de cashback tributário ao consumidor.
Por isso empresas organizadas, já começaram a se movimentar.
A transição começou oficialmente em 2026 e quem opera em escala já está ajustando cadastro, sistema, contrato e estrutura fiscal.
Se você tem empresa, por exemplo, de tecnologia, e-commerce, indústria, serviços, logística, construção, saúde, educação ou agronegócio,
o mesmo problema já é seu.
Você também precisará saber exatamente onde está o seu cliente,
para tributar corretamente, formar crédito de IBS e CBS, precificar com segurança e proteger margem.
A Reforma não é apenas troca de tributos.
É mudança de lógica empresarial.
O problema é que,
muitas empresas brasileiras seguem operando como se 2027 fosse um problema distante.
Não é.
Quem se antecipa, protege margem, crédito e competitividade.
Quem posterga, transfere esse custo para o caixa, para o preço ou gera risco jurídico para o negócio.
E é exatamente nesse ponto, que a diferença entre empresas que atravessam a transição e empresas que perdem espaço começa a ser desenhada.
